Muito prazer. Me chamo Juliana Conceição noschang da Costa. Sou de 8 de dezembro de 1984, gaúcha de Porto Alegre. Minha visão de mundo começou naturalmente dentro de casa, em uma família matriarcal onde a força feminina nunca foi teoria, mas o dia a dia. Filha de um português que imigrou para o Brasil aos 28 anos e de uma mãe do interior do Rio Grande do Sul, cresci observando o trabalho duro de perto. Minha irmã, 10 anos mais velha, é fonoaudióloga, médica geriatra, paliativista e doula da morte.
Fui uma criança curiosa e uma adolescente movida a desafios. Joguei vôlei de forma competitiva dos 9 até os 16 anos, onde aprendi sobre disciplina e trabalho em equipe. Aos 17, a curiosidade me levou para a música: comprei uma guitarra e formei uma banda de rock só de gurias que, na verdade, nunca passou dos ensaios na garagem.
Mas a “vida real” também batia à porta. Aos 16 anos, comecei a trabalhar na Cravo e Canela Especiarias, uma delicatessen que minha mãe com sua visão empreendedora abriu. Foi ali, atrás do balcão, que o bichinho do empreendedorismo me mordeu. Me formei em Administração (aos 21 anos!) pela PUCRS em 2005. Como boa sagitariana que sou, estudei inglês a vida toda (até hoje) e francês porque eu achava a língua linda e resolvi dedicar meu tempo a ela. Aos 22 anos, em 2007, abri minha própria loja de moda feminina em Porto Alegre. Foram 7 anos comprando, vendendo, negociando e entendendo na pele as dores e as belezas de ter o próprio negócio (além de uma sociedade que terminou com 4 anos de empresa).
A vida, porém, tem o hábito de nos tirar da zona de conforto, né? Quando meu noivo (hoje marido) passou em um concurso público, fechamos aquele ciclo (7 anos) no Sul e nos mudamos para Curitiba. Cheguei na capital paranaense sem conhecer absolutamente ninguém. O que você faz quando o cenário muda drasticamente? Você estuda e se reinventa (e corre muito atrás!). Em 2013, mergulhei de cabeça na vida acadêmica. Fiz meu mestrado e, em seguida, o doutorado na UFPR, focando em Estratégias de Marketing e Comportamento do Consumidor. Como eu não sou de esperar as coisas caírem no colo, “fucei” cada oportunidade até conseguir fazer um período do meu doutorado no exterior, na UMass, nos Estados Unidos.
A partir daí, a sala de aula se tornou meu novo espaço de atuação. Fui professora na UNINTER, UTFPR, PUCPR e atravessei o oceano para lecionar na Hochschule Osnabrück, na Alemanha, e atuar como professora visitante na Burgundy School of Business (BSB), na França. Coordenei o curso de Administração na PUCPR por 4 anos e, durante este período, tive uma linda experiência coordenando um curso livre de Liderança Feminina na mesma instituição, o qual intitulei Empowerher. Em junho de 2026, tive o orgulho de levar cinco alunas para um programa imersivo de liderança e empreendedorismo feminino de duas semanas em Varsóvia, na Polônia. Ver os olhos daquelas jovens mulheres brilhando diante do mundo foi a confirmação de tudo o que venho construindo.
Toda essa bagagem — os anos de varejo, a banda de garagem, a mudança de cidade, os títulos acadêmicos e a vivência internacional — converge para uma única certeza: eu acredito, de forma inegociável, na mudança da sociedade por meio do protagonismo da mulher. Eu não me encaixo no molde tradicional de uma acadêmica, nem no estereótipo clássico de uma empresária. Sou sagitariana com ascendente em aquário e, embora seja PhD em Administração, também acredito firmemente em signos e em astrologia. E é exatamente essa quebra de padrões, essa mistura de rigor científico com intuição e leveza, que eu trago para a Beauvoir.
Se eu cheguei até aqui liderando com a minha própria verdade, o meu trabalho é garantir que você também chegue aonde quiser, sendo exatamente quem você é.